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Demóstenes não convence

Depois de falar por mais de cinco horas sobre o que classifica como “maior massacre da história”, o senador Demóstenes Torres (sem partido) pouco conseguiu alterar do quadro que aponta para o pedido de cassação de seu mandato no Conselho de Ética do Senado. Os senadores até elogiaram o fato de o colega responder a todas as questões, mas a maioria não mudou de ideia sobre a quebra de decoro parlamentar. Ao contrário, pelo menos 5 dos 15 integrantes do conselho comentaram que as novas informações até complicam o senador goiano, especialmente a revelação de que Cachoeira pagava a conta do rádio Nextel que deu de presente a Demóstenes. “Eram 30, 40, 50 reais”, minimizou o ex-democrata. Mas o caso virou foco de provocações dos membros do conselho. “Vossa Excelência seria o único do chamado clube Nextel, presenteado pelo senhor Carlinhos Cachoeira, que não fazia parte da organização criminosa?”, perguntou o relator, Humberto Costa (PT-PE). “Eu lhe pergunto: como pode um senador da República ter um telefone seu pago por terceiro, seja ele quem for? Um real que seja (a conta mensal), Excelência”, indagou Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a ponto de Demóstenes concordar: “Tem razão Vossa Excelência”. Demóstenes admitiu que ganhou presentes, que tinha a conta de celular Nextel paga por Cachoeira, que era amigo do empresário, com quem conversava quase diariamente, que indicou nomeação a pedido do amigo e buscou ajudá-lo em suas demandas legais. Mas negou envolvimento com esquema de jogos ilegais, recebimento de dinheiro ou caixa dois de campanha, que Cachoeira tenha pago avião, que seja sócio oculto da Delta e, principalmente, que soubesse das atividades ilícitas do amigo. “Não tinha lanterna na popa”, repetiu por três vezes o senador, ao tentar convencer os colegas de que não sabia que Cachoeira se mantinha na contravenção. No entanto, para justificar uma das gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal com autorização judicial, ele conta que fez um “teste” para saber se Cachoeira ainda atuava na ilegalidade. “Ele disse a mim e ao governador Marconi Perillo (PSDB), e a outras pessoas, que não lidava mais com jogos. Ainda assim, joguei verde em cima dele. Eu disse: ‘olha, tem uma operação conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público’. Operação que nunca se realizou e nunca foi cogitada. Eu fazia esses testes com ele”, afirmou o senador. No pronunciamento inicial, que deveria durar 20 minutos, Demóstenes falou por mais de duas horas e disse estar vivendo o pior momento de sua vida. Contou que está em depressão, que toma remédios para dormir, sem efeito, que ficou com vergonha de ir ao Senado, que foge dos amigos e que redescobriu Deus em meio à crise. Acusou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal de conluio para destruir sua vida política e a imprensa de maledicência nas reportagens sobre ele. “Confesso aos senhores que pensei nas piores coisas. Pensei em renunciar a meu mandato. Mas espero me soerguer. Eu tenho uma história”, afirmou, no mesmo discurso em que destacou projetos que relatou e propôs. Demóstenes disse que se relacionava com Cachoeira da mesma forma que cinco governadores, dezenas de parlamentares e dezenas de outros empresários. Questionado pelo relator, afirmou que se sente traído pelo amigo. “Acho que todo mundo, né? Todo mundo que se relacionava com ele. Todos ficamos na pior situação.” AVALIAÇÕES Ainda durante a sessão da oitiva de Demóstenes, o senador Mário Couto (PSDB-PA) resumiu bem a desconfiança que paira sobre todos os integrantes do conselho. “Vossa Excelência sabia que ele era contraventor. Sabia. Como é que eu convivo nove anos com um contraventor do jogo do bicho e não sei que ele é bicheiro?”, disse, para completar: “Depois eu pego o telefone e digo a ele: ‘Olha, vai ter uma operação aqui, e eles vão te pegar’. Sinceramente, e a voz é sua (das gravações), a coisa está bem atrapalhada, senador”. Demóstenes respondeu que respeita a opinião do colega tucano. Randolfe, embora não componha a comissão, fez perguntas e adotou o mesmo tom. “Vossa Excelência foi integrante da CPI dos Bingos, que indiciou Carlos Cachoeira. Como o senhor foi integrante e votou o relatório final, tinha conhecimento. E ainda por ser o procurador competente, o militante do Direito competente que tem sido, pelo conhecimento que Vossa Excelência tem da sociedade de Goiás e o notório conhecimento jurídico. Com todo esse arcabouço e ainda com o fato de ter integrado uma Comissão Parlamentar de Inquérito que concluiu pelo indiciamento do senhor Carlos Cachoeira, não era de seu conhecimento as atividades contraventoras desse senhor?” Demóstenes insistiu que não. O senador chegou à sessão do conselho às 10h10, acompanhado do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Para contestar um dos principais pontos do relatório preliminar de Costa, aprovado por unanimidade no início do mês, Demóstenes disse que nunca fez lobby em favor da legalização dos jogos. “Que lobista sou eu que nunca procurei colega senador para aprovar legalização de jogo? Os senhores são testemunhas”, disse. Ele apresentou documentos para mostrar que seu patrimônio é de R$ 500 mil e negou que os valores dos bens tenham quadruplicado. “Vão ser quatro vezes maiores, sim, quando eu tiver 80 anos (e terminar de pagar o financiamento de apartamento que comprou em Goiânia por R$ 1,2 milhão).”

Data : 30/05/2012

Fonte : O Popular -




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