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Tráfico tem prejuízo de R$ 100 mi

Uma operação deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, gerou um grande desfalque no tráfico de drogas, fazendo a maior apreensão de cocaína da história do Estado, com produtos avaliados em R$ 100 milhões. Em um caminhão, em Itaberaí, policiais encontraram 192 quilos da substância, metade como droga pura, de ótima qualidade, conhecida como escama de peixe, e a outra metade como pasta-base, que seria utilizada para produção de crack. A apreensão, no entanto, mostra outros pontos até então de pouco conhecimento da sociedade. Uma delas é que a quantidade é maior do que todas as apreensões feitas em 2011 pela Denarc, que somaram 191 quilos. A apreensão de ontem representa 82,69% da cocaína e pasta-base apreendidas no Estado pela Polícia Militar e Guarda Civil, além da quantidade apreendida pela própria delegacia especializada. Se os números impressionam, o período em que tal quantidade da droga seria consumida mostra a grande inserção do crack e da cocaína na sociedade. Conforme o delegado-titular da Denarc, Odair José Soares, a quantidade da droga apreendida serviria para o consumo de apenas um mês na capital. Só os 96 quilos de pasta-base são suficientes para produzir entre 5 milhões e 8 milhões de pedras de crack. A droga, tudo indica, era destinada ao consumo durante o carnaval, em Goiânia. Odair José Soares revelou que a droga foi comprada na Bolívia através de um consórcio feito por três grandes traficantes da capital. Os nomes não foram divulgados, mas eles são investigados pela Denarc. A cocaína veio da Bolívia, entrou no Brasil pelo Mato Grosso, pelo município de Cáceres, sendo trazida diretamente para o município goiano de Itaberaí, onde a quadrilha de traficantes tem um depósito. “Quem trouxe a droga deixou o caminhão em um posto de combustíveis para que outra parte da quadrilha o levasse até o depósito”, contou o delegado. Odair José revelou ainda que os responsáveis por cada etapa do tráfico não se conhecem. Quem compra no exterior, quem transporta para o Brasil, quem guarda, quem entrega a droga em Goiânia, quem refina e quem vende ao consumidor final não se conhecem, conforme a Denarc. De Itaberaí, a droga seria trazida para Goiânia e entregue aos três traficantes atacadistas. A apreensão e a prisão de três pessoas, envolvidas no transporte, ocorreu por volta das 22h30 de segunda-feira, em um posto de combustível, na entrada de Itaberaí, a 111 quilômetros de Goiânia, no momento em que o caminhão, onde estava a droga, parou para abastecer. A droga estava escondida em uma parede falsa do caminhão, tipo baú, que aparentemente fazia uma mudança de Cáceres para Goiânia. A escama de peixe seria vendida aos consumidores da classe A e o restante seria distribuído no atacado a outros traficantes, responsáveis pelo refino da pasta-base e produção de crack. Investigação A investigação, que culminou na apreensão, durou mais de seis meses, quando o serviço de inteligência da Polícia Civil começou a investigar Francisco Aroldo Ferreira da Silva, de 43 anos. Natural de Porto Velho, em Rondônia, mantinha residência nos dois Estados. Francisco já havia sido preso em Goiás por roubo e tráfico de drogas. Era ele o responsável por fiscalizar a contratação e transporte da droga. E foi Francisco que entrou em contato com Fernando Rodrigues Lima, de 47, responsável pela contratação do motorista que traria o caminhão de Itaberaí para Goiânia. Ele estava acompanhado da namorada, também presa, Rogéria Batista de Souza, de 31,e saíram de Goiânia, em um Monza, levando o motorista. Ele provavelmente acompanharia o transporte da droga até Goiânia. De acordo com Odair José Soares, os motoristas, por tudo que foi apurado até agora, não sabiam que transportavam drogas, ao contrário dos três presos. “Eles foram contratados para fazer uma mudança”, diz. Um dos motorista foi detido e liberado após prestar depoimento. Ele foi levado para Itaberaí e dirigiu o veículo por menos de 100 metros, de um bar até o posto, onde foram efetuadas as prisões. Odair José frisa que os três presos integram uma célula da quadrilha de traficantes, mas não são financiadores e nem os comandantes. Conforme ele, os traficantes estão usando municípios do interior para receber a droga e, de lá, fazer a distribuição. Um dos homens que foram presos teria apresentado um nome falso. Segundo a delegacia, a polícia descobriu o verdadeiro nome do acusado e, através dessa informação, constatou que ele é procurado pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas. Caminhão Adjunto da Denarc, Alexandre Meinberg explica que a parede falsa do caminhão foi descoberta após os policiais fazerem a medição do baú do caminhão, por fora e por dentro, e encontrar uma diferença de 23 centímetros. Ele assinala que Itaberaí funcionou como um entreposto para troca de motoristas. “A droga não seria vendida lá. Era apenas um local de transição de uma célula para outra”, diz. Conforme Meinberg, os policiais aguardaram o melhor momento para fazer o flagrante. Ele cita que há filmagens de todo o processo de troca de motoristas, mas que a abordagem não foi feita neste momento para não prejudicar a operação, que foi denominada Naja, numa alusão à cobra, com nome árabe, que significa sucesso, e símbolo da Denarc. O secretário de Segurança Pública, João Furtado, que acompanhou a apresentação, elogiou o trabalho da Polícia Civil.

Data : 25/01/2012

Fonte : Jornal O Popular -




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